quinta-feira, 7 de abril de 2016

O pequeno principe Crackudo


    Era uma vez num reino não muito distante,  um Pequeno Príncipe Crackudo.
ele morava num pequeno planetoide que existia na galaxia Debaixod'ponte, sua casa era tão pequena que mal cabia ele e seu pedaço de papelão que usava a noite pra se proteger do frio, e todos os dias o Principe Crackudo tinha que varrer as bitucas de cigarro que jogavam no seu planetoide.

   Certa vez, no seu pequeno planeta, uma flor com pedrinhas cresceu no meio das bitucas, as  pedrinhas que aquela flor produzia, chamavam se de crack, conhecidas pelo cheiro forte. O Pequeno Príncipe Crackudo ate então não sabia que haverá de encontrar o vício que mudaria sua vida pra sempre, pra preencher o vazio de sua existência indigente e solitária, todos os dias ele cheirava as pedrinhas da flor, e se sentia alguém... não alguém que era ele, mas alguém que conseguia esquecer sua dor de morar num planetoide tão pequeno.

   Porém, um dia ele acordou e as pedrinhas haviam sumido junto com a flor, no horizonte do espaço ele viu que corvos haviam a levado.
o Pequeno Príncipe Crackudo então resolveu procurar sua flor através do cosmo, então ele subiu na traseira dos caminhões espaciais e viajou sem rumo.

   Descendo da traseira do caminhão que havia parado num planeta desconhecido, o Pequeno Príncipe começou sua saga em busca de sua amada flor, os habitantes desse planeta pareciam ser cordiais, e ofereçam ajuda ao Príncipe, lhe deram um trabalho de vendedor de pipoca de ônibus, ele só tinha que discursar como aqueles habitantes haviam ajudado ele e convencer os passageiros a colaborar com sua causa de ajuda. o planeta se chamava Egreja.
Ele conheceu vários lideres religiosos que tentaram mudar seus hábitos de vida, mas sua filosofia não o convenceu, o Pequeno Príncipe Crackudo não conseguia esquecer sua amada flor, então depois de vasculhar todo o planeta ele foi embora outra vez, ele ficou morando nesse planeta por dois anos....

    O segundo planeta se chamava Vizinhança,  era cheia de idosos nas calçadas e adolescentes nas praças, o pequeno príncipe ficou envergonhado quando chegou nesse planeta pois, sua aparência o destacava dos demais, e todos encaravam lhe com desprezo.
    Ate então o pequeno príncipe não sabia o que fazer nem como agir, foi quando a noite caiu e ele conheceu pessoas que lhe ofereceram um elixir chamado Cachaça, eles eram parecidos com o Pequeno Príncipe e por isso viviam escondidos nas sombras da noite, pareciam amigáveis, davam a Cachaça tanto como esmola quanto piada pessoal, pro pequeno príncipe ignorar esse preconceito que sofria dos vizinhos ele aceitou a oferta, porém o que ele não esperava era que a Cachaça trouxesse junto com entorpecer, viessem surtos psicóticos com ela.
    A Cachaça até o fazia lembrar da flor porem não era a mesma coisa... Era menos intensa.
Um dia o Príncipe foi visto falando sozinho,  gritando nas ruas em plena madrugada e depois mijando nas calçadas dos outros, o Pequeno Príncipe foi denunciado a polícia e ameaçado do  morte pelos filhos dos idosos,  então o Pequeno Príncipe precisou fugir pra o terceiro planeta...

   O terceiro planeta era gigante, cheio de gente alegre, divertida e que não julgavam o Pequeno Príncipe Crackudo, ele se chamava Raves and Clubs; nesse planeta o Pequeno Príncipe Crackudo ate encontrou algumas de suas pedrinhas, mas, não encontrou sua flor. Foi a primeira pista de por onde os corvos haviam passado com sua flor. Certo dia na rave, alguns camaradas deram ao príncipe doces e balas, candies de todas as cores, porem tinham gosto amargo. o Pequeno Príncipe sofreu uma overdose e precisou ser levado pra o planeta UTI onde ele foi diagnosticado como um viciado em estado critico, precisava começar o tratamento o quanto antes que sua vida fosse perdida.
   Depois de passar pelos procedimentos médicos, ele foi levado pro planeta Reabilitação, lá o pequeno príncipe foi deixado por dez anos, ele não tinha família, nunca recebeu visita, seus cuidadores eram ríspidos, não havia ninguém que soubesse seu nome, ele podia ser ele mesmo, sem rótulos... Ele lembrou da infância, da sua jornada, de cada planeta, de como sua mente havia expandido depois que saiu do seu planetoide, por fim, na vida Ele ficou limpo e finalmente resolveu sair da reabilitação. Quando saiu, o pequeno príncipe havia atingindo um grau de sabedoria e paz onde nada do que aqueles que lhe fizeram mal em outros planetas podia lhe atingir, ele estava neutro a condição de seu karma.
Ele mudou de endereço, criou o habito de andar solto pelas ruas, sentindo o vento, calado, não falava com ninguém, andava de manhã ate de noite, nunca mais abaixou a cabeça... Um dia ele viu os corvos, e quase que como uma resposta automática do seu corpo, ele perguntou a eles afinal onde deixaram a sua flor,  eles disseram que o pequeno príncipe já sabia, pois foi ele quem pediu pros corvos levarem sua flor,  em lagrimas o Pequeno Príncipe continuou sua caminhada...A flor até hoje repousa intocável...  no planeta Esquecimento. 
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Poesias de um amigo que foi embora morar numa caverna

30 - 05 - 2010
manhã 

mas esse eu não mostro a ela..morrerei de vergonha
Queria que tu fosse meus livros
Livros da minha vida
Aprender em ti o que quiser de ti
A historia da tua vida,
A geografia do teu corpo,
O português da tua boca,
A química dos teus beijos,
A física do atrito dos nossos corpos.
Quero ler em você,
Que me deseja, me deseje!
Primeiro me deseje,
Segundo me ame.
Quero aprender no teu corpo
Toda a matemática de tuas medidas,
Dos teus pés, do teu gosto.
Aprender sobre e cair no infinito,
Dos teus olhos, castanhos,escuros.
ai oh

Tarde

Acordei um dia em cima de uma nuvem.
Estranho,
O sol me queimava os olhos,
Foi quando que realmente me dei conta
Que estava em uma nuvem,
Olhei para baixo e tive medo de cair
Olhe para cima, mas, porque olhei para cima
Se não tinha pra onde ir?
Só sei que eu estava lá,
No quase, no entre, naquilo.
Preso em um pensamento onírico
Algo onírico ou horrendo?
Estou preso em segurança
Mas está preso no mesma.

Noite 

Eu vi uma esperança
Ela era meio estranha,
Verde e de formato bizarro.
Porque a esperança,
Se parece com folhas de arvores?
Vai ver que por conta dos pássaros
Que voam mas sempre descansam nelas
Coitadas das folhas e esperanças
Que vêem os pássaros voar
Mas não podem,
Folhas ficam amarelas, murchas e caem,
Já a esperança tem destino pior,
É esperar que algum outro bicho as coma.
quando terminar de ler, fale que eu mando o outro

madrugada 

a partir daqui, não mostrei pra ela
É como uma roda,
Que gira devagar.
Bem devagar
Uma monotonia quieta
Se por um momento
Paro de respirar
É porque me lembro de dias
Dias que talvez venham
Ou talvez não.
Sim, isso é quando penso,
Penso que me esqueces.
Quando penso que me lembras,
Ah, quando penso.
É como um balé de passarinhos,
Que fogem, voam e se esconde
Dentro e fora dos ninhos
Como o vento que varre as ruas,
Tira folhas e papeis do chão.
Vento que cresce, fica forte
Até se tornar um furacão.
E, sim! Sinto-me assim
Quando penso que me lembras
Acho que fica assim meu coração

Silencio

Todos os perfumes, peles, sorrisos
Com o que quero perfeito momento
Dia a pós dia, lhe amo, lhe desejo.
Te quero, realmente te quero.
Cuidar de ti, acalentar-te.
Teus perfumes, tua pele, teu sorriso
Não há preço que pague,
Nem tempo no mundo
Que não me faça querer,
Quero cuidar de ti,
Quando ninguém mais cuidar.
Quero beijar você,
Quero do mesmo modo te amar.
Poder te ver sorrir e dizer,
Eu te amo..


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